Jardins de Monet: um bate e volta perfeito saindo de Paris

Uma lembrança de leitura da minha infância é da “Lineia e os jardins de Monet”. O livro, somado ao belo trabalho do artista, sempre me deixou muito encantada pelos jardins. Foi numa visita à Paris, na qual fiz várias pequenas viagens saindo de trem da cidade luz, que coloquei Giverny, situada na Normandie, França, no meu roteiro. Foi uma das melhores escolhas.

Existe hoje uma tendência de transformar antigas casas de artistas em museus. Um exemplo é a própria casa do Rodin, em Paris. Outro exemplo é a residência e ateliê do Miró em Palma de Mallorca. A Maison Monet é um belo exemplo de como unir a vida e a obra de um pintor.

A casa de Monet naquele dia chuvoso: linda de qualquer jeito.
A casa de Monet naquele dia chuvoso: linda de qualquer jeito.

Claude Monet, um dos impressionistas mais famosos, trabalhou e morou e nessa casa de 1883 a 1936, quando faleceu. Foi lá que ele fez todo o paisagismo dos jardins que o inspiraram em diversas telas. Foi um cenário criado por ele para ser reproduzido por suas incríveis pinceladas.

Como a chuva era forte quando fui, eu primeiro entrei na casa. Só de pisar lá dentro já visualizamos uma série de quadros. O passeio pela sala, cozinha, pela área intima, enfim, toda a casa nos faz viver cada tela. Ainda mais quando estamos no ateliê.

No jardim você verá a ponte japonesa, os chorões, as ninféias, o lago… Tudo é lindo. Eu fiquei babando. Só imaginava que o espaço fosse maior. Enquanto eu contornava o rio, tomando chuva, um homem se aproximou com o guarda-chuva e me mostrou cada planta, comentando o que teve de ser movido de lugar e qual tela foi pintada naquele ângulo. Era o diretor do museu! Sim! Tive um tour particular com uma das pessoas que mais entendem daquele jardim!

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Os jardins são de fato encantadores. Imagino como deve ser na primavera e com um dia de sol!

O diretor do museu tirou fotos minhas envolta pelas plantas, na ponte, com o guarda-chuvas dele. Ficou totalmente impressionista e sem qualquer filtro. É uma das fotos que mais gostei daquela viagem toda.

Na saída do complexo tem uma lojinha com itens estampados com telas do Monet, mas são bem carinhos. Naquele dia, pela chuva, eu passei lá primeiro, logo que entrei, e decidi não levar nada. Minha saída, para facilitar, foi pela porta dos fundos. Ele abriu uma saída especial para que eu me molhasse menos. O moço, no final, mostrou as reais intenções e me convidou pra jantar. Eu, boba, nem tinha percebido! Esses franceses…

Jardins de Monet em Giverny
Uma verdadeira obra de arte

Quando ir? A casa e os jardins do Monet podem ser visitados, todos os dias da semana, das 9h30 às 18h (só é possível entrar até as 17h30) da segunda quinzena de março a ao final de outubro/início de novembro. O passeio mais bonito certamente é na primavera, quando as flores e árvores estão ainda mais exuberantes. Eu fui no final da temporada. Já estava friozinho e no dia chovia muito. Mas valeu cada minuto. Pelo período e pela chuva, peguei a casa vazia e tive os jardins só pra mim!

As ninféias de Giverny
As ninféias e o famoso lago com a ponte japonesa ao fundo. Uma pena que a chuva não tenha ajuda nas fotos…

Como chegar? Para chegar até lá saindo de Paris, peguei um trem regional (Intercités) na Gare Saint Lazare com destino a Vernon. O tíquete custa entorno de 15 euros para ir e 15 para voltar e é facilmente encontrada na hora nas máquinas da estação. Como não tem saída em todos os horários, vale checar no site da SNCF (companhia francesa de trens) qual o melhor trem para você pegar. Eles costumam começar às 8h20 e sair de duas em duas horas. Importante: o ponto final desse Intercités, caso precise identificar a plataforma no visor da estação, é a lindinha Rouen, que já visitei e contei aqui no blog, e que também tem ônibus (navettes) indo e voltando do jardim.

Chegando em Vernon você verá sinalizações para Giverny e encontrará ao lado da estacão o ônibus que vai pra lá. Ida e volta sai 10 euros. O trajeto é rapidinho, de uns 10 a 15 minutos. O ônibus não vai te deixar na porta da casa de Monet. Você precisará andar uns cinco minutinhos até lá. A minha entrada foi rápida pela característica da data, mas quem já foi em outras épocas disse que pode ser uma boa comprar ingresso (9,50 euros para adultos e 7 para crianças) antecipado no site da Fundação Monet.

Giverny e o jardim de Monet
A foto que ele tirou. Não é maravilhosa?

Onde comer? No micro centro de Giverny, perto de onde fica o ônibus, você encontrará restaurantes charmosos com pratos típicos dessa região. Se for de manhã, vale aproveitar para almoçar lá.

Quanto custa o ingresso? O preço é de aproximadamente 10 euros e é gratuito para menores de sete anos, o que pode ser bem atrativo para que está com crianças! Ele pode ser comprado na hora ou antecipadamente no site da Fondation Claude Monet. Existem ainda combos que incluem a l’Orangerie, o Musée Marmottan Monet e o Musée des Impressionistes.

Se for amante de Monet e estiver com vontade de viver os cenários do artista, dê uma esticadinha até o ponto final do trem e visite a fofa Rouen, cidade onde ele também morou. Lá está a igreja que ele retratou nos diferentes dias e estações do ano.

Agora se quiser ver ainda mais obras, o Museé Marmottan, em Paris, tem telas gigantescas e fica numa casa e região bem agradável. A Orangerie, localizada perto do Louvre, também conta com quadros bem interessantes, inclusive as famosas Nympheas. O famoso Musée D’Orsay oferece belas telas do Monet, além de diversos trabalhos de outros impressionistas.

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