Berlim além do óbvio: roteiro completo

Uma cidade com marcas. Sentimos em diversos pontos que ali existe uma aura diferente. Longe de ser um destino histórico com um número gigante de prédios seculares, essa metrópole difere-se de tudo o que eu já vi na Europa. Não espere então encontrar uma Paris alemã, uma Roma mais gelada ou uma Munique maior. Berlim é Berlim e ponto. Nenhuma outra cidade europeia é tão acelerada e misturada nem tão melting pot. Por isso, é um destino tão importante de se saber, antes de ir, como ele é, qual a história, quais os pontos turísticos obrigatórios e onde ir em Berlim além do óbvio!

Para variar, gosto de encontrar ruelas por onde vou que retratam um pouco mais da aura da cidade e essa aqui fala muito sobre o meu conceito de Berlim: contemporâneo, cada um do seu jeito
Para variar, gosto de encontrar ruelas por onde vou que retratam um pouco mais da aura da cidade e essa aqui fala muito sobre o meu conceito de Berlim: contemporâneo, cada um do seu jeito
Não são só as marcas da Guerra Fria e do nazismo que dão o tom de Berlim. A reconstrução da cidade visando mostrar um novo momento deixou sinais em prédios espelhados perdidos sozinhos em alguns pontos. Além disso, levou povos de diversos países para lá. Cerca de um terço da população é composta por estrangeiros. Isso a torna um local onde traços, cores, aromas e sabores se misturam.
Essa cena também é Berlim pra mim
Essa cena também é Berlim pra mim
Berlim não é loira nem tem olhos azuis. Ela é branca, amarela, preta, azul, roxa, roxa, verde. Ela é um todo e não tem pátria. Provavelmente os nacionalistas não gostariam de ler isso, mas essa é a realidade. Porque essa cidade é dos povos que se mudaram com os estímulos de um governo que após 1989 queria reconstruir a região.
Para mim, esse é um sabor de Berlim
Para mim, esse é um sabor de Berlim

A dor e a euforia de Berlim

Também vejo uma dor profunda em Berlim. Ela está nos inúmeros vestígios do muro, nos inúmeros museus relacionados ao nazismo, na pobreza dos pedintes e na miséria dos viciados em heroína. Essa tristeza, contudo, converte-se facilmente em euforia. Basta então entrar nos bares e nas renomadas baladas. O ser feliz aqui agora ali impera e nos convida a dançar e nos divertir. Ali se compreende verdadeiramente o hedonismo, conhece-se o prazer mundano. E, assim, entende-se que a música proveniente dos computadores passou a ser o hino na queda do muro de Berlim: a música do futuro, na cidade de uma nova era. Berlim é uma das capitais da techno e onde se pode encontrar a melhor e mais pura batida do estilo.
Pra visitar Belim é preciso então estar de coração aberto para o novo e o diferente. Lá as esculturas se fundem com pixo, o glamour é vizinho do bêbado e o workaholic é amigo do bon vivant. Num momento em que vivemos fortes extremismos em diversos países, ali é preciso aceitar e respeitar. Só assim poderá entender e sentir verdadeiramente a cidade.
A primeira vez que estive em Berlim foi em 2014 para visitar uma grande amiga

História de Berlim

Com população de mais de três milhões de habitantes, Berlim é a maior cidade da Alemanha e da União Europeia. Há séculos ela já tem sua relevância. Foi capital do Reino da Prússia, do Império Alemão e do Terceiro Reich.

Voltei com meu marido em meados de dezembro de 2018 para visitar ela e outro grande amigo
Voltei com meu marido em meados de dezembro de 2018 para visitar ela e outro grande amigo (foto)

Uma marca importante veio da Segunda Guerra, quando, entre 1961 e 1989, foi dividida por um muro entre Berlim Oriental e Ocidental que separou famílias e amigos. Foi após a reunificação do país que ela se tornou capital da República Federal da Alemanha, momento no qual diversos estrangeiros, por estímulo do governo, mudaram-se para lá.

Ponto tradicional de Berlim, o muro é um dos lugares mais procurados por turistas

A Berlim contemporânea

Hoje um importante destino turístico europeu, Berlim tem entre suas atrações diversos museus e memoriais relacionados tanto ao muro quanto às guerras e o período nazista. Por ter sido, nos anos 1990 e nos 2000, uma das capitais mais baratas para se viver e uma das cidades mais abertas, atraiu inúmeros artistas, fazendo-a repleta de museus e boas galerias de arte. Foi um movimento semelhante ao que ocorreu depois com Lisboa, Atenas e Valencia, por exemplo. Ela também se tornou um ponto icônico para a música eletrônica, em especial, a techno, o som da era tecnológica; a melodia ideal para o momento pós queda do muro. Encontramos, portanto, nessa cidade importantes e históricas baladas, como o Berghain e o Panorama Bar.

O que comer em Berlim

Não é por a caso que Berlim não é muito conhecida pela comida. Ao lado do tradicional currywurst – uma salsicha com molho de tomate picante e páprica -, a gastronomia é marcada pelos restaurantes das diversas nacionalidades que se estabeleceram lá: turcos, indianos, coreanos, thailandeses, vietinamitas, entre outros. É um lugar para se comer de tudo e matar saudade de pratos que não encontramos em outras regiões europeias. Então confira uma Berlim além do óbvio da comida alemã e experimente restaurantes orientais!
Nas duas vezes que fui à Berlim a Fernanda marcou de irmos a esse thai!
Nas duas vezes que fui à Berlim a Fernanda marcou de irmos a esse thai!
Assim como não existe um estilo específico de comida, cada bairro é de uma forma e tem suas características próprias. Pra facilitar o entendimento deles e a circulação na cidade, dividirei o roteiro exatamente em bairros.
Olha nós aqui em 2014!
Olha nós aqui em 2014!

Como chegar em Berlim

Berlim possui dois aeroportos: Schönefeld e Tegel. Embora eles não sejam muito pequenos, não existem vôos saindo do Brasil. Para chegar lá saindo de terras brasileiras, é preciso voar até Frankfurt ou Munique. Escalas em países próximos podem ser também boas opções se oferecerem preços interessantes. Entre as combinações possíveis estão Paris, Londres, Zurique, Madrid, Amsterdã e Roma. Assim, essa é uma viagem que vale avaliar um stop over mais longo para conhecer mais alguma cidade.
Visão do Rio Main (Meno)
Antes de morar na Europa, eu passei férias em Berlim e cheguei por Zurique e voltei por Frankfurt. As duas opções tem conexão fácil do aeroporto para a cidade e, se tiver mais de cinco horas, é possível sair para conhecer a cidade. O mesmo vale para Amsterdã, mas cuidado com o tempo, hein? Você precisa, portanto, estudar bem o que fará e as distâncias para não perder o vôo.
A magnífica paisagem do rio Zurich
A magnífica paisagem do rio Zurich
Além da opção avião, Berlim é bem conectada a toda a Alemanha por trem e a países vizinhos como França e Suíça. De carro, não está longe da República Tcheca e da Polônia.
Uma dica para aproveitar todo seu roteiro de viagem à Praga: olhe sempre para cima para ver detalhes dos telhados e janelas
Uma dica para aproveitar todo seu roteiro de viagem à Praga: olhe sempre para cima para ver detalhes dos telhados e janelas

Como se deslocar em Berlim

Antes de entrar nas atrações em si, é importante explicar que, como toda metrópole, é necessário estudar o mapa do metrô para entender como se deslocar. No geral, não é complicado, mas são muitas linhas combinadas entre metrô (U), tram (M) e trem (S).
O metrô de Berlim ou os trams te levam para onde você quiser! Em alguns casos, os ônibus podem ser uma opção. Confira então no Google!
O metrô de Berlim ou os trams te levam para onde você quiser! Em alguns casos, os ônibus podem ser uma opção. Confira então no Google!
A cidade é grande e dividida em zonas A, B e C. Normalmente, circulamos entre A e B, mas o aeroporto de Schönefeld, por exemplo, fica na C. O Tegel está na B. É importante essa informação, pois se for circular na C você deve comprar um tíquete um pouquinho mais caro. Todas as estações têm maquininhas. Também é importante saber: é preciso validar o tíquete antes de pegar o transporte, caso contrário, você pode levar uma multa pesadinha…
O muro de Berlim está do lado do rio!
O muro de Berlim está do lado do rio!
Os bilhetes são vendidos unitários, válidos por um ou por sete dias. Eu recomendo então comprar os diários  (dependendo do período em que estiver na cidade) pelo custo-benefícios. Como são integrados, valem para todos os transportes públicos, incluindo o ônibus.
Para verificar como se deslocar, conseguimos checar pelo Google Maps colocando a localização e o destino. Só cuidado que o aplicativo calcula o tempo de deslocamento e pode fornecer várias baldeações. Como não conhecemos os pontos e saídas, costumamos demorar mais e perdemos conexões! Falo por experiência própria. Opte pelo mínimo de baldeações para facilitar a sua vida.

O que fazer em Berlim: o tradicional e o além do óbvio

Mitte

Esse é o centro da cidade. Lá está a maior concentração de pontos turísticos. É possível conhecê-la rapidinho em uma manhã, mas dois dias é o ideal para quem, como eu, gosta de conhecer no detalhe e com calma.
O ponto turístico mais famoso está ali: o portão de Brandemburgo, ou seja, a antiga porta da cidade. É interessante começar a conhecer Berlim por ali. Pertinho tem diversos pontos obrigatórios. Para se localizar, uma referência interessante é que a avenida Unter den Lindem liga o portão a Alexanderplatz, onde está a famosa torre de TV da cidade (que vemos de praticamente todos os bairros) e que é aberta para visitação.
Ao lado dele está o Parlamento, um prédio lindo que já foi reconstruído inúmeras vezes após bombardeios e incêndios. Para entrar, é necessário agendar visita com antecedência. Eu nunca fui, mas dizem que a vista da cidade de lá é bem bacana.
No Natal, você encontrará ali vários mercadinhos com hotdogs deliciosos

Um pouco mais do óbvio de Berlim

Bem perto está também o Memorial do Holocausto, uma área a céu aberto dedicada aos seis milhões de judeus mortos durante o regime nazista. Criado pelo arquiteto norte-americano Peter Eisenman em 2004, conta com diversos blocos escuros distribuídos que parecem diversos túmulos. Abaixo deles está um museu subterrâneo que conta sobre o holocausto.
Uma das torres de TV mais famosas do mundo é a de Berlim
Caminhando um pouquinho você estará na Potzdamer Platz, uma praça destruída na época da Guerra Fria e dividida, naquele período, em duas pelo muro. A maior parte dos prédios dali, incluindo o Sony Center, foram construídos depois de 1990 para mostrar a nova Berlim. Ali está também o Checkpoint Charlie, que era um antigo posto de fronteira situado na Friedrichstrasse, entre Mitte (parte soviética) e Kreuzberg (norte-americana).
Outro lado da vista da Catedral de Berlim para você ter uma outra visão da cidade

Bairro Mitte de Berlim além do óbvio

Para quem curte arte contemporânea ou experiências diferentes, por ali encontramos dois lugares especiais: a galeria Boros e a Julia Stoschek Collection. Eles não aparecem nos roteiros tradicionais, okay? São, portanto, a cereja do bolo desse texto e o ápice da Berlim além do óbvio! A primeira traz uma coleção particular dos maiores colecionadores da Alemanha e foi construída em um antigo bunker com uma história incrível. Todas as visitas são guiadas e demandam reserva com antecedência. Normalmente, só conseguimos com mais de um mês de antecipação. A segunda também traz uma coleção particular de altíssima qualidade. Está focada em filmes e fotografias.
Sony Center de Berlim na época do Natal
Sony Center de Berlim na época do Natal
Um pouquinho mais distante, na direção de Kreuzberg, está a Topografia do Terror, situada onde era a Gestapo. Lá é um memorial gratuito sobre o que ocorreu no período nazista, com exposições temporárias e permanentes. As fotos são especialmente impressionantes e é praticamente impossível não se abalar com o que se vê e lê, como aconteceu comigo em Stuthof, um campo de concentração alemão situado na Alsácia, França. Então prepare-se emocionalmente!

Museumsinsel

As opções para quem curte arte não param por aí. No centro está a Ilha dos Museus (Museumsinsel), com cinco prédios situados em uma ilha do rio Spree que foi considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Antiques Museum na ilha dos museus é uma das opções para você conhecer em Berlim

Pergamon

Cada museu tem um tema diferente. O mais visitado e o meu favorito é o Pergamon, onde está uma réplica em tamanho real da entrada de um templo grego e a incrível porta da Babilônia. Se precisar escolher somente um, é esse! Até porque se já tiver ido a grandes museus europeus como Louvre, D’Orsay, Prado, British Museum e National Gallery, a Porta da Babilônia será de fato o elemento mais diferente e de cair o queixo que verá.

Só fico pensando, como senti em Atenas, uma pena de terem tirado tudo isso do cenário original da Mesopotâmia, onde é hoje o Iraque, e cujo sítio arqueológico é considerado Patrimônio Mundial pela Unesco.

Olha o tamanho dos elementos da mesopotâmia presentes no Pergamon de Belim
Olha o tamanho dos elementos da mesopotâmia presentes no Pergamon de Belim

Eu realmente super recomendo você ir ao Pergamon porque é um dos museus do mundo que mais achei que valia à pena por causa desse portal. Como eu não conheço essa região do Oriente Médio, para mim, foi muito diferente!

Os detalhes são lindíssimos e eu fiquei apaixonada
Os detalhes são lindíssimos e eu fiquei apaixonada

Outros destaques da ilha dos museus

Para quem curte arte bizantina (é o período que menos me interesso) e moedas, o Bode Museum é a pedida! Já o Altes Museum traz peças lindíssimas do Egito e da Antiguidade. O Neues Museum (Museu Novo) tem um pouco de tudo de períodos mais recentes: Impressionismo, Neoclassicismo, Romantismo e Modernismo. A Antiga Galeria Nacional traz uma grande coleção de pinturas e esculturas do século XIX. Eu fiz isso e combinei Pergamon com Altes Museum e Neues Museum.
Todos os museus da ilha são pagos e sujeitos a pegar fila. Se for ver mais de um, vale avaliar o Area Ticket, que pode ser comprado por número de dias e vale se o custo-benefício de acordo com a quantidade de visitas, além de furar as filas. E vale super furar filas, pois digo por experiência própria!
Catedral de Berlim tem um órgão sensacional! Pena que as fotos que tenho são antigas e foram feitas com iPhone4
Catedral de Berlim tem um órgão sensacional! Pena que as fotos que tenho são antigas e foram feitas com iPhone4
Ainda na ilha está a Catedral de Berlim (Berliner Dom). Dotada de cúpulas enormes que podem ser vistas de vários pontos, foi construída no final do século XIX em cima de uma antiga igreja matriz. O estilo é barroco com influência do renascimento italiano, na época da construção, foi considerada como tendo a mesma importância para a religião protestante que a Basílica de São Pedro no Vaticano teria para a católica. A Dom é bem bonita e vale a visita. Se estiver no pique de subir diversos degraus, recomendo ir até o topo, pois a vista é bem legal.

Kreuzberg tem muito da Berlim além do óbvio

Esse é um bairro a sudeste que merece que você dedique ao menos uma tarde ou uma noite. É lá que os turcos moram desde que vieram para reconstruir Berlin e, na última década, encheu de jovens e startupers e ganhou bares, restaurantes e lojas descoladas. A parte norte, perto do rio Spree, é mais residencial. Já a área sul, próxima à estação Kottbusser Tor, é bem turca e é onde encontramos lojas de estilistas novos, pequenas galerias de arte e bares.
A região é bem descolada, mas você também encontra um mix, com restaurantes tradicionais como o Max Und Moritz

Minha amiga morou nessa região, por isso, é o pedaço que mais circulei. Comi em vários restaurantes dali e amei todos. Entre eles está o Hasir, de comida árabe; o Max Und Moritz, um alemão delicioso que é concorrido e precisa reservar e o Mirchi, um indiano bem gostoso que tem a decoração muito legal. Aliás, minha amiga morou por ali e ela me levou a vários restaurantes situados na região da super descolada rua Oranienstrasse e amei.

Essa cena também é Berlim pra mim
Essa cena também é Berlim pra mim
Não muito longe está o East Side Gallery, o melhor trecho de grafites do muro e um passeio obrigatório. Um pouco mais a frente está o Wall Museum, com explicações e conteúdo multimídia sobre a história da divisão da cidade. Ele não é Berlim além do óbvio, mas você PRECISA conhecer!
Minha selfie no muro. Você também terá de tirar a sua!

Prenslauer Berg também é Berlim além do óbvio

Situado na região nordeste, ele é, segundo meu amigo Felipe, a mistura do Jardins com a Vila Madalena. Esse teria sido primeiro bairro revitalizado depois da queda do muro, pois estava no lado oriental, ou seja, no lado comunista. Foi pra ele que artistas de todo mundo mudaram e, como resultado, tornaram Berlin cool. Hoje Prenslauer Berg é um bairro super organizado e cheio de lojas, cafés, bares e restaurantes.
Dedique também ao menos um período a ele, pois é bem bacana dar voltas por ali e desvendar as ruas e lojas. Também é uma região bacana pra comer. Entre as ruas e áreas mais interessantes estão: Rosenthaller Strasse, Torstrasse, Prenslauer Alle e Hackescher Markt.
Nos arredores está a Gedenkstätte Berliner Mauer, um memorial do muro bem interessante com explicações históricas, mapas e fotos. Achei bem interessante e, se precisar escolher algum museu que aborde o tema muro, acho que esse é bem válido de ver.

Ku-dam

Bairro a sudeste de Berlim, Ku-dam um dia foi outra cidade, Charlosttenbourg. Lá é o bairro tradicionalmente rico da cidade e onde estão as lojas de luxo. Também é onde está a avenida das lojas e shoppings, como uma 5a avenida alemã e um castelo.
O lugar que mais gosto desse pedaço é a KaDeWe, a loja de departamento mais importante da cidade, como uma Laffayete ou Corte Inglés de Berlim. Nos primeiros andares você verá as mesmas grandes marcas de qualquer galeria. No penúltimo, contudo, encontramos um andar dedicado à alimentação, com maravilhosas ilhas de comida e bebida. Se não quiser gastar uma super grana em lagostas e ostras, pode escolher salsichas, saladas e sanduíches. Não deixe também de provar os doces.
A parte surreal de comidas da KaDeWe
A parte surreal de comidas da KaDeWe

Cabe destacar que por ali está o Bikini Berlim, um shopping. Mas o destaque de lá é, segundo meu amigo Felipe, tomar, de dia ou ao pôr do sol, um drink no Monkey´s Cage. Isso porque ele fica, literalmente, em cima da área dos macacos do Zoo e com vista para o resto do parque! E, por fim, como não é Berlim além do óbvio, deixo aqui um rápido comentário de que o Zoo de Berlim é um local bastante procurado!

Castelo Charlottenburg

Lógico que eu que adoro castelos não deixei de fora o palácio e os jardins Charlosttenburg! Mas me surpreendi que achei ele e os jardins pequenos! É infinitamente menor que Versailles e Fontainebleau. Talvez perto do tamanho de Amboise, no Vale do Loire. Mas esse não era um castelo principal. Era a casa de verão da rainha Sophie Charlotte, a segunda esposa de Friedrich, então rei da Prússia.

Os lindos jardins do castelo Charlottenburg de Berlim
Os lindos jardins do castelo Charlottenburg de Berlim

O detalhe dessa história é um pouco triste. Assim como Sissi não viu o palácio que encomendou na ilha de Corfu, na Grécia, parece que Sophie Charlotte não viu Charlottenburg pronto! E foi por isso que recebeu o nome dela. Eu considero essa atração como sendo uma Berlim além do óbvio, pois a maior parte das pessoas pensa em Ilha dos Museus, atrações ligadas à Guerra e ao muro e, por fim, o muro em si!

Bem, existe uma parte da Berlim além do óbvio que merece um guia especial que é a Berlim alternativa noturna. Mas isso fica para outro dia!

Uma Berlim além do óbvio, com dicas de lugares para comer, passeios e muito mais!

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