O que fazer em Limoges, França

Limoges é capital do Limousin, situado na região atualmente denominada de Nova Aquitânia, no centro-oeste da França. É conhecida por ser a capital francesa da porcelana, técnica medieval de revestimento de cobre por esmaltes, além da fabricação de barris de conhaque. Separei então aqui uma série de informações e dicas para você aproveitar não só para conhecer esses elementos industriais, mas também os principais pontos do turismo de Limoges! Assim, você irá conferir aqui tudo o fazer em Limoges na sua viagem para lá e também onde se hospedar!

Como fui parar em Limoges, França

Limoges, na França, não estava num roteiro meu de turismo. Fui até lá porque quase morei na cidade para fazer meu doutorado na Université de Limoges (Unilim), uma faculdade muito importante na minha área, pois foi onde uma importante parcela dos estudos da Semiótica se desenvolveu. Com isso, passei três dias por em Limoges, França, para organizar a vida lá e conhecer a minha orientadora de doutorado. Ela, contudo, depois arrumou emprego na Universidade da Alsácia e eu a acompanhei nessa mudança para Mulhouse.

Fiquei em Limoges três longos dias, pois chovia muito, fazia bastante frio e o lugar parecia uma cidade fantasma em virtude do clima. Em um deles acabei fazendo um bate e volta para Bordeaux, mas essa viagem fica para outra história!

As casas em colombage nas ruas do centro antigo de Limoges
As casas em colombage nas ruas do centro antigo de Limoges

Uma visão geral da cidade

Como comentei, essa é a capital da porcelana na França. Todas aquelas peças maravilhosas francesas que vemos são feitas na região. Aliás, pode ter certeza de que as marcas mais sofisticadas compram de fornecedores de lá! Existem diversas lojinhas dedicadas a esse tema na cidade e é possível visitar as fábricas, bem como fazer cursos de cerâmica e pintura e porcelana. Além disso, é produtora de peças de cobre esmaltadas e de barris de madeira para Cognac.

Porcelana de Limoges, França
Eu falhei de não tirar foto, mas o estilo de lá não é esse! É daquela porcelana tradicional, com pintura e desenhos bem elaborados, viu?

No centro, duas ou três ruas têm construções de fato mais bonitinhas, pois não vi muita graça nas demais. Nos arredores, destaca-se a Catedral Saint Étienne, iniciada em 1273 e concluída em 1888, e a Estação Central (Gare de Limoges Bénédictins), inaugurada em 1929. Na minha opinião, essa última é a construção mais bela da cidade. Veja então como ela é na foto abaixo!

A estação central de Limoges em um dia chuvoso...
A estação central de Limoges em um dia chuvoso…

Limoges além da porcelana

Ao lado da catedral estão os Jardins de L’Évêché, são como terraços bem legais em diferentes níveis adornados e por fontes. É o lugar que mais destaca, na minha opinião, em uma viagem à Limoges. De lá você verá duas belas pontes antigas: Saint Martial e St-Etienne. Contudo, o restante da cidade, se não quiser comprar ou ver peças de porcelana, não justifica despender muito tempo em Limoges numa viagem.

Os jardins de Limoges: o que verdadeiramente é bonito e diferente na cidade
Os jardins de Limoges: o que verdadeiramente é bonito e diferente na cidade

Curiosidade

Agora tem uma importante informação que me deu mais alegria por ter passado esses dias mico do ponto de vista do turismo: Limoges é onde nasceu Renoir, um dos meus pintores favoritos. Ele trabalhou nas fábricas de porcelana e, com isso, foi com a pintura da porcelana que tudo começou. Aliás, com essa informação que entendi o motivo pelo qual ele se intitulava “pintor de porcelana”, bem como sabia muito bem esse ofício.

Onde fazer compras

Para fazer compras, a cidade tem um comércio interessante em relação ao tamanho dela. Isso porque existe no Centro uma unidade com bom tamanho da Galerie Lafayette e lojas como Fnac, L’occitane, Minelli, Pimkie, Promod, Sephora e Yves Rocher e Zara.

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A Catedral St. Étienne de Limoges

Onde se hospedar em Limoges

Eu fiquei num super baratinho Ibis Budget situado ao lado da estação. Saiu bem baratinho, 36 euros a diária, o que é muito em conta para a França, mesmo sendo uma cidade pequena e pouco turística. O hotel de Limoges dessa viagem estava reformadinho e os quartos bons e de tamanho razoável, pois já estive em cada hotel minúsculo nesse país, especialmente em Paris! Porém, a hospedagem, lógico, segue o estilo básico e clean dessa categoria de Ibis, até mesmo sem armário. Achei uma boa opção de onde se hospedar em Limoges a bom custo-benefício e com facilidade de chegada por trem.

Ibis Budget de Limoges. Foto: Booking
Ibis Budget de Limoges | Foto: Booking

Mas, se quiser um pouco mais de conforto, há o Mercure Royal Limousin para você ter onde ficar em Limoges bem no Centro. Alguns amigos meus estiveram na cidade para um congresso e se hospedaram lá. Segundo eles, a experiência foi boa e o quarto é confortável.

Mercure Royal Limousin | Foto: Booking
Mercure Royal Limousin | Foto: Booking

Fora da cidade existe, como opção de onde se hospedar em Limoges, um quatro estrelas de charme que pode ser uma opção para quem está de carro e busca conforto e exclusividade! Trata-se do La Chapelle Saint Martin, situado na cidade de Nieul, a cerca de 9km de Limoges. É como uma casa de campo  com vista para o lago e uma piscininha para dias mais quentes. Um clima bem de hotel boutique em um casarão francês.

La Chapelle Saint Martin, perto de Limoges, França, é a pedida mais exclusiva da região | Foto: Booking
La Chapelle Saint Martin, perto de Limoges, França, é a pedida mais exclusiva da região | Foto: Booking

Como chegar à Limoges

Não conto para você não perder esse tempo nesse mico! Brincadeiras à parte, os poucos lugares com acesso fácil de trem são Paris (aprox. 3h), Orléans (1h30), Bordeaux (3h), Clermont Ferrand (3h) e Toulouse (5h). A ferrovia é antiga, os trens lentos e com poucas conexões. Ou seja, às vezes, se não for sair de uma grande cidade, pode valer ir de carro.

Existe, contudo, um aeroporto pequeno (Limoges – Bellegarde) com vôos para Paris e Londres. De carro, Limoges conecta-se pela A20 a conecta, ao norte, a Paris e, ainda, ao sul, a Toulouse.

Eu aproveitei a viagem para, no caminho de ida, ficar uns dias em Orléans e viajar por alguns castelos do Vale do Loire, como o de Amboise. Como tive um dia livre enquanto estava em Limoges, fiz um bate e volta para Bordeaux.

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