O que fazer em Limoges, capital da porcelana francesa

Limoges, capital do Limousin, no centro-oeste da França, não estava no meu roteiro. Fui até lá porque quase morei na cidade. E ainda bem que não aconteceu… Bem, mesmo assim, decidi escrever para ajudar quem tiver programado uma viagem e quiser saber o que fazer em Limoges.

Como fui parar em Limoges

Eu conheci minha orientadora do doutorado nessa cidade. Ela trabalhava na Unilim, a Universidade de Limonges, uma faculdade muito importante na minha área, pois foi onde uma importante parcela dos estudos da Semiótica se desenvolveu. Ela, contudo, depois arrumou emprego na Alsácia e eu a acompanhei nessa mudança.

Fiquei em Limoges três longos dias, pois chovia muito, fazia bastante frio e o lugar parecia uma cidade fantasma. Tristeza… Ela, contudo, arrumou emprego na Alsácia e eu a acompanhei nessa mudança.

As casas em colombage nas ruas do centro antigo de Limoges
As casas em colombage nas ruas do centro antigo de Limoges

Uma visão geral da cidade

Limoges é a capital da porcelana. Todas aquelas peças maravilhosas francesas que vemos são feitas na região. Existem diversas lojinhas dedicadas a esse tema na cidade e é possível visitar as fábricas, bem como fazer cursos de cerâmica e pintura e porcelana. É ainda produtora de peças de cobre esmaltadas e de barris de madeira para Cognac.

No centro, duas ou três ruas têm construções de fato mais bonitinhas. Nos arredores, destaca-se a Catedral Saint Étienne, iniciada em 1273 e concluída em 1888, e a Estação Central (Gare de Limoges Bénédictins), inaugurada em 1929. Na minha opinião, essa última é a construção mais bela da cidade. Veja então como ela é na foto abaixo!

A estação central de Limoges em um dia chuvoso...
A estação central de Limoges em um dia chuvoso…

Limoges além da porcelana

Ao lado da catedral estão os Jardins de L’Évêché. São basicamente terraços bem legais em diferentes níveis adornados e por fontes. É o lugar que mais destaca. De lá você verá duas belas pontes antigas: Saint Martial e St-Etienne. Contudo, o restante da cidade, se não quiser comprar ou ver peças de porcelana, não justifica despender muito tempo.

Os jardins de Limoges: o que verdadeiramente é bonito e diferente na cidade
Os jardins de Limoges: o que verdadeiramente é bonito e diferente na cidade

Curiosidade sobre Limoges

Agora tem uma importante informação que me deu mais alegria por ter passado esses dias mico do ponto de vista turístico: foi em Limoges que nasceu Renoir, um dos meus pintores favoritos. E ele trabalhou nas fábricas de porcelana. Foi com a pintura da porcelana que tudo começou… E assim entendi o motivo pelo qual ele se intitulava “pintor de porcelana”, bem como sabia muito bem esse ofício.

Onde fazer compras

Para fazer compras, a cidade tem um comércio interessante. Existe no Centro uma unidade com bom tamanho da Galerie Lafayette e lojas como Fnac, L’occitane, Minelli, Pimkie, Promod, Sephora e Yves Rocher e Zara.

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A Catedral St. Étienne de Limoges

Onde se hospedar em Limoges

Eu fiquei num super baratinho Ibis Budget situado ao lado da estação. Saiu bem baratinho, 36 euros a diária, o que é muito em conta para a França, mesmo sendo uma cidade pequena e pouco turística. O hotel estava reformadinho e os quartos bons e de tamanho razoável, pois já estive em cada hotel minúsculo nesse país, especialmente em Paris! Porém, a hospedagem, lógico, segue o estilo básico e clean dessa categoria de Ibis, até mesmo sem armário.

Ibis Budget de Limoges. Foto: Booking
Ibis Budget de Limoges | Foto: Booking

Mas, se quiser um pouco mais de conforto, há o Mercure Royal Limousin bem no Centro da cidade. Alguns amigos meus estiveram na cidade para um congresso e se hospedaram lá. Segundo eles, a experiência foi boa e o quarto é confortável.

Mercure Royal Limousin | Foto: Booking
Mercure Royal Limousin | Foto: Booking

Como chegar à Limoges

Não conto para você não perder esse tempo nesse mico! rs Os poucos lugares com acesso fácil de trem são Paris (aprox. 3h), Orléans (1h30), Bordeaux (3h), Clermont Ferrand (3h) e Toulouse (5h). A ferrovia é antiga, os trens lentos e com poucas conexões. Ou seja, às vezes, se não for sair de uma grande cidade, pode valer ir de carro.

Existe ainda um aeroporto pequeno (Limoges – Bellegarde) com vôos para Paris e Londres. De carro, Limoges conecta-se pela A20 a conecta, ao norte, a Paris e, ainda, ao sul, a Toulouse.

Eu aproveitei a viagem para, no caminho de ida, ficar uns dias em Orléans e viajar por alguns castelos do Vale do Loire, como o de Amboise. Como tive um dia livre enquanto estava em Limoges, fiz um bate e volta para Bordeaux. 

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