Dinant: a foto mais linda da viagem à Bélgica

Normalmente só contam pra gente as coisas maravilhosas das viagens e ninguém fala dos micos, né? Lógico que aqui no Ultrapassando Fronteiras comentaremos das furadas! Elas são fundamentais na tomada de decisão do precioso tempo das férias!

Estive durante uma semana na Bélgica com a minha afilhada. Ficamos baseadas em Bruxelas e de lá fizemos váaaarios bate e volta de trem que foram incríveis. Entre elas estava a maravilhosa Bruges, a Antuérpia, Gent, Namur e… eu errei a mão, entretanto, na escolha de Dinant, situada na Valônia, a 100 km de Bruxelas.

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A cidade homenageia Adolphe Sax, antigo ilustre morador, com diversas esculturas

Eu tinha visto uma foto da cidade, desse mesmo belo (é verdade verdadeira) ângulo que eu cliquei. Ela fica à beira de um rio e tem como fundo um lindo morro de pedra. À frente dele está uma igreja cuja arquitetura é singular.

Além dessa cena de cinema que é chegar na cidade e dar de cara com a igreja e a pedra ao fundo, rodeada das casinhas fofas, Dinant tem duas participações importantes na história. A primeira é que Adolphe Sax, criador do saxofone, nasceu lá. É por isso que a cidade tem várias esculturas no formato do instrumento. A outra é que a Leffe, uma das abadias de algumas das minhas cervejas favoritas, teve sua primeira fábrica em Dinant.

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A bela foto da igreja. Ao fundo, a rocha e em cima dela a fortaleza que visitamos. No prédio em frente à igreja, com toldo vermelho, está o Café Leffe.

Bom! Pensei que eu teria uma degustação super diferenciada e uma visita à fábrica. Não! A Leffe não é mais feita lá, está em Leuven, e o museu dela estava fechado. Sentamos então no Café Leffe, que não tem lá muita coisa no cardápio, mas oferece uma varandinha legal em frente à igreja e ao rio, para que eu pudesse pelo menos tomar essa cerveja. Era 14h, estávamos com fome, mas não tinha nenhuma opção para almoço disponível naquele momento.

Resolvemos então subir no alto da super rocha. A vista prometia ser magnífica. O teleférico estava quebrado… Pagamos o mesmo preço do teleférico para poder subir tudo a pé. Quando chegamos em cima… tinha um museu tão fraquinho, coitado. Eles tentaram refazer a ambientação do período da guerra, pois ali era um quartel militar. Mas não funcionou. A vista era okay e não justificava tanto tempo e esforço físico.

A bela margem do rio de Dinant. Uma pena estar em reforma quando fomos.
A bela margem do rio de Dinant. Uma pena estar em reforma quando fomos.

A Notre-Dame Collégiale, em estilo gótico, por dentro também não tinha nada demais. De fato ver a cena da igreja, à beira do rio Mosa e a pedra era melhor. Olho a foto até hoje e fico maravilhada e inconformada…

Uma curiosidade é que a especialidade local é o couque de Dinant, um enorme biscoito de mel esculpidos em formato de diversos tipos de bichinos. Ele foi criado no século XV e também tem função decorativa. Você os verá em várias vitrines!

Eu e a minha afilhada tentamos andar à beira do rio, mas ele estava todo em reforma. Fomos até a frente da casa do Adolphe Sax, mas estava fechada. Então voltamos à ponte, tiramos mais uma foto do ângulo magnífico, para garantir o passeio, e saímos rindo muito e pegamos um trem. Fomos à Namur, que estava pertinho dali, conseguir comer e ver alguma coisa… Contarei também de Namour aqui no blog! Aguarde!

E nem queria dar as coordenadas para chegar lá que não quero que você passe esse mico também! Mas, se quiser ir mesmo assim, é possível ir de trem de Bruxelas até lá. A cidade é pequena e a estação está do outro lado do rio. Basta atravessar a ponte dos sax que já estará em frente ao bar da Leffe, à igreja e o teleférico (se ele estiver funcionando)…

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