Uma para a lista do mico: Limoges

Hoje é dia de contar de mais um mico! O nome dele é Limoges, capital do Limousin, na França. Não, ele não estava no meu roteiro. Fui até lá porque quase morei na cidade. E ainda bem que não aconteceu…

As casas em colombage nas ruas do centro antigo de Limoges
As casas em colombage nas ruas do centro antigo de Limoges

Minha orientadora francesa trabalhava na Unilim, Universidade de Limonges. Essa faculdade é muito importante na minha área, pois foi lá que uma importante parcela dos estudos da Semiótica se desenvolveu. Greimas, Fontanille, entre outros grandes nomes atuaram nesse local, que até hoje é a faculdade mais famosa para a Semiótica. A minha orientadora trabalhava no laboratório de lá, mas arrumou emprego aqui na Alsácia e eu a acompanhei nessa mudança, mas nossa primeira conversa foi em Limoges. Fiquei lá três longos dias. Chovia muito, fazia bastante frio e o lugar parecia uma cidade fantasma. Tristeza…

A estação central de Limoges em um dia chuvoso...
A estação central de Limoges em um dia chuvoso…

Limoges é a capital da porcelana. Todas aquelas peças maravilhosas francesas que vemos são feitas na região. Existem diversas lojinhas dedicadas a esse tema na cidade e é possível visitar as fábricas, bem como fazer cursos de cerâmica e pintura e porcelana.

Os jardins de Limoges: o que verdadeiramente é bonito e diferente na cidade
Os jardins de Limoges: o que verdadeiramente é bonito e diferente na cidade

No centro, duas ou três ruas têm construções de fato mais bonitinhas. Fora dali, destaca-se a Catedral Saint Étienne e a Estacão Central. Ao lado da catedral estão os Jardins de L’Évêché, basicamente terraços legais em diferentes níveis adornados por fontes. É o lugar que mais destaca. O restante, se não quiser comprar ou ver peças de porcelana, não justifica despender tempo.

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A Catedral St. Étienne de Limoges

Agora tem uma importante informação que me deu mais alegria por ter passado esses dias mico do ponto de vista turístico: foi em Limoges que nasceu Renoir, um dos meus pintores favoritos. E ele trabalhou nas fábricas de porcelana. Foi com a pintura da porcelana que tudo começou… E assim entendi o motivo pelo qual ele se intitulava “pintor de porcelana”, bem como sabia muito bem esse ofício.

Quer saber como chegar? Não conto! Só te digo que os poucos lugares de acesso fácil de trem são Paris (aprox. 3h), Orleans (1h30), Bordeaux (3h), Clermont Ferrand (3h) e Toulouse (5h). A ferrovia é antiga, os trens lentos e com poucas conexões.

Mas aproveitei a viagem para ficar uns dias em Orleans e viajar por alguns castelos do Vale do Loire, como o de Amboise. E, como tive um dia livre, fiz um bate e volta para Bordeaux. Aguarde que vou contar aqui no Ultrapassando Fronteiras sobre esses dois locais!