Como escolher um seguro saúde e de acidentes para estudar no exterior

Boa parte dos países exige a contratação de um seguro saúde e um de acidentes por estudantes e pesquisadores estrangeiros. Não é qualquer local que você vai encontrar o que precisa. Procurei nos bancos e com corretores com os quais tenho relacionamento e eles não têm produtos com o perfil que você precisa para essa situação.

Existem, entretanto, corretoras especializadas, agentes de viagem e agências focadas em estudos, como a STB, que oferecem diversos seguros. A oferta de produtos é enorme. Os preços também, pois encontrei seguros de R$ 3 mil a R$ 15 mil por ano. Mas como escolher? A lógica da qualidade da cobertura, a idoneidade e o preço não se mostraram correlatas. O seguro mais caro era o com pior cobertura. O mais barato era bem razoável, por exemplo. Por isso, separei uma lista de itens para ajudar na sua escolha.

Valor da cobertura – A exigência, na Europa, é que o seguro cubra 30 mil euros. O que acontece é que numa emergência ou numa cirurgia você vai precisar muito mais do que isso. Uma cirurgia de extensão média e não grave com um time de renome custa entorno de 60 mil euros. Melhor então subir esse valor de cobertura, né? Eu fui bem conservadora e escolhi uma de 250 mil euros.

Acidentes&Cia – Não se esqueça que existe cobertura para saúde e para acidentes e outras situações emergenciais. Compare todas. Eu escolhi uma opção que tem ainda cobertura para acidentes de esportes (assim posso cair se esquiar ou pular de paraquedas rs), para trazer um familiar do Brasil caso eu seja internada, para compra de remédios, para pagamento de advogado e de fiança (não vou cometer nenhum crime, mas achei um diferencial que não custa ter), além das tradicionais perdas de bagagem, de voo, etc. Compare todas as linhas de cobertura e todos os detalhes, hein?

Países de cobertura – Quando estamos no exterior, queremos viajar, certo? Então melhor não correr o risco de fazer aquela viagem no feriado e não ter seguro na região. Por isso, escolhi um seguro que é válido em toda a Europa. Aliás, esse inclui também Estados Unidos e Canadá.

Hospitais conveniados – Estou numa cidade de 100 mil habitantes e tinha receio de não ter cobertura aqui na região. Perguntei então a todas as seguradoras sobre a rede credenciada. Só escolhi a opção que disse quais os hospitais eu posso ir aqui na cidade numa emergência. Um deles é na rua de casa, o que é uma tranquilidade a mais. Aliás, ter rede credenciada ajuda a você não desembolsar na hora o valor, pois muitos seguros atuam só com reembolso.

Seguradora – O ideal é você escolher uma companhia com experiência global e não necessariamente uma brasileira. Além disso, veja qual a marca que está por trás do seguro, pois ele pode ter o nome de uma corretora e ser operado por uma seguradora de outro grupo. Vamos lá a alguns nomes que pesquisei e me pareceram interessantes: TravelAce, CORIS, Vitalcard, GTA e Affinity. Eu escolhi o Vitalcard, que trabalha com a Zurich. O preço não era o mais barato, mas a cobertura atendia a todos esses itens que mencionei e foi muito bem recomendado por pessoas que precisaram usar.

Antes de fechar, não deixe de dar aquela pesquisadinha no Reclame Aqui e no Google para ver se existe alguma reclamação e quais são as alegações. Muitos seguros não aceitam doenças preexistentes e já vi relatos de pessoas que chegaram no hospital enfartando, por exemplo, e a seguradora alegou que era pré-existente, sem cobrir a enfermidade.

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